“Este livro não é meu.”
Ele comandou Athenas no seu século de ouro. Ergueu o Parthenon, enfrentou Esparta e os persas, amou uma mulher estrangeira que era conhecida por sua genialidade (deu aulas ao filósofo Sócrates) e que escandalizou a cidade, e viu a peste levar quase tudo o que tinha. A história o conhece como Péricles — o estratego que fez de uma cidade o centro do mundo no século V a.C.
Mas há coisas que Tucídides e outros escritores de sua época não registraram. Agora chegou o momento de trazê-las à tona. Vinte e quatro séculos depois de sua morte, Péricles decide contar a própria vida — e escolhe, para isso, um aposentado do interior de São Paulo que nunca se pretendeu escritor. O que ele dita vai além do que os livros de história guardaram: o sonho do leão que anunciou seu nascimento, a mulher que os deuses lhe prometeram, uma viagem improvável às pirâmides do Egito e uma revelação que o perseguiu até o leito de morte — e, pelo visto, além dele.
Este livro pode ser um romance histórico ou um testemunho mediúnico — ou os dois ao mesmo tempo. Deuses da Acrópole não pede que você acredite. Pede apenas que leia — e decida por si mesmo, como o autor teve de decidir.
Entre o que a história registrou e o que Péricles afirma ter vivido, existem muitas coisas que estavam acobertadas. Até agora.
Este livro é o descobrimento.
Do Prólogo
A Escola da Hélade — na voz de Péricles
Interromper um processo tão maravilhoso de criação de um monumento de Amor e veneração à Deusa Athenas é um sacrilégio.
O que acontecerá em Athenas é algo inimaginável para qualquer grego ou até para qualquer homem sobre a Terra, mesmo que esse homem seja um persa do tempo em que vivi. O que eu estou querendo dizer é que a destruição de tal monumento não tem explicação, não tem razão de ser, mesmo tendo ocorrido mais de dois mil anos depois da minha morte física.
Eu, que fui estratego e comandante militar — e talvez os deuses não me tenham feito rei sanguinário justamente por isso —, respeitaria qualquer homenagem que qualquer inimigo fizesse a um deus, fosse Cronos, Eros, Zeus, Afrodite ou até ao poeta Hesíodo; fosse para quem fosse, eu respeitaria.
Sei disso porque eu a construí; eu gastei uma fortuna e sangue construindo a Acrópole e colocando dentro a estátua da Deusa. Ela, diretamente, veio me pedir essa homenagem.
O Prólogo continua nas páginas de degustação, logo abaixo.
As primeiras páginas
Treze páginas do livro, como saíram da gráfica: a Nota do Autor, a epígrafe, a primeira ilustração e o Prólogo inteiro. Arraste o canto da folha ou use as setas.













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Ilustrações
O livro traz dez ilustrações coloridas no e-book e em preto e branco na edição impressa, todas geradas por inteligência artificial no estilo da pintura acadêmica do século XIX. Três delas:
Sobre o autor
Ronaldo Curumba nasceu para observar conflitos — e aprendeu, ao longo da vida, que toda história começa neles e que devem ser enfrentados.
Por 35 anos foi Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça de São Paulo, com longa atuação no foro Criminal, mas passando também pelas áreas Cível e de Família das comarcas de São Paulo e Embu-Guaçu. Bateu em milhares de portas da periferia das grandes cidades, testemunhou dramas, reconciliações e rupturas, e conheceu de perto aquilo que move os seres humanos desde sempre: o poder, o desejo, a vaidade, a justiça e — por que não? — a injustiça: os mesmos temas que os gregos antigos atribuíam aos seus deuses.
Na juventude, teve grande atuação política, tendo participado do movimento das Diretas Já e da redemocratização do país. Foi presidente de uma associação da classe dos Oficiais de Justiça, entre outras atuações políticas importantes; hoje, porém, acompanha de longe, como um grande torcedor, o jogo político que o cerca.
Administrador de empresas e pós-graduado em Gestão Pública, foi também sócio de empresas de tecnologia, consultor de grandes empresas e professor de informática, tecnologia e matemática, com passagens por organizações como Senac, Editora Abril e Grupo Pão de Açúcar, entre outras. Hoje preside uma associação de moradores no interior paulista, onde continua fazendo o que sempre fez: gerindo processos e pessoas.
Sua primeira publicação, no campo mediúnico, foi em 2011, com o livro O Despertar de Uma Alma — história de um menino ambientada em torno da Avenida Augusta, em São Paulo. Editou poucos exemplares, distribuídos aos amigos.
Começou a escrever Deuses da Acrópole em 2019, movido pela convicção de que a mitologia grega não fala do passado — fala de nós.
Ficha técnica
- Título
- Deuses da Acrópole — a vida de Péricles contada por ele mesmo vinte e quatro séculos depois
- Autor
- Ronaldo Curumba (psicografia)
- Gênero
- Romance mediúnico / ficção histórica
- Edição
- 1ª edição, Edição do Autor, Embu-Guaçu, 2026
- ISBN
- 978-65-02-31315-2
- Formato
- Impresso 14 × 21 cm, 205 páginas, 10 ilustrações · E-book (ePub) com ilustrações coloridas
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